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segunda-feira, 15 de abril de 2024

UM POR TODOS E TODOS POR UM



Inúmeras vezes já escutei pessoas argumentando que não é justo que, por conta do pecado de Adão, todos os demais seres humanos fossem herdeiros deste mesmo pecado. Hoje eu quero te mostrar que mais do que justo, foi um ato da misericórdia de Deus sobre todos nós.


Para entender isso temos que, de forma rápida e objetiva, estabelecer alguns parâmetros que auxiliarão na compreensão do assunto.


Deus criou, Adão e Eva, puros e sem pecado algum. Portanto, ao pecar, mesmo tendo as condições e o conhecimento pleno de Deus, extraímos dois fatores da equação.

Fica claro que provavelmente todos seres humanos iriam pecar em algum momento de suas existências, o que por si só já justifica o fato de todos sermos herdeiros do pecado original e ainda, pelo fato do pecado ter se manifestado em um ser puro e sem pecado a única maneira de retirar este pecado é por intermédio de outro ser puro e sem pecado.

Isto leva a um problema, pois teria que haver um Cristo para cada pecador nesta terra. Mas existe um só Cristo e um só Senhor e Deus. Ora uma das estimativas mais aceitas é a de que aproximadamente mais de 100 bilhões de seres humanos já viveram na terra.

Teríamos que crucificar a Cristo mais de 100 bilhões de vezes para garantir a salvação de todas as almas ou então sacrificar cada ser que nascesse, antes deste de pecar, para limpar o pecado de seus pais.


Ao permitir que o pecado de Adão fosse transmitido para todos os seres humanos, Deus simplificou as coisas, pois se todos pecaram pela transgressão de um só, agora todos podem ser salvos pelo sacrifício de um único ser humano puro e sem pecado.

Como não havia ninguém nesta condição, o próprio Deus, pelo seu poder gerou a si mesmo, na pessoa de Jesus no ventre de Maria, pois como a semente é transmitida pelo homem, ao conceber Jesus sem a semente de José, Jesus passa a ser  o único ser humano a nascer sem pecado, na mesma condição de pureza com que Adão foi formado.

Assim ele se torna o sacrifício perfeito para todos os seres humanos.


Mas aí surge uma nova pergunta: Mas então porque nem todos os seres humanos serão salvos? Neste ponto entra a participação humana. Afinal, qual foi o pecado de Adão?


Quando Deus advertiu o homem e a mulher para não provarem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Ele explicou que se eles experimentassem, morreriam. Satanás os convenceu de que isto não aconteceria e ainda os seduziu dizendo que eles seriam iguais ao Criador.

Isto nos faz entender que o pecado de Adão foi crer em Satanás e não crer em Deus. Por isso, para ser digno da eficácia do ato de Jesus Cristo na cruz do Calvário é necessário inverter este padrão, arrependendo-se do pecado e crendo em Deus, na sua promessa e no fato de que Jesus é realmente o único Salvador de todos nós.

O Eterno, ao permitir que todos se tornassem pecadores no ato de Adão, pois sabia de antemão que todos iriamos pecar, evitou o derramamento indiscriminado do sangue de bilhões de inocentes, facilitando as coisas para todos nós.

Entenda: O pecado existe e é real, Jesus é real e Deus, no seu infinito amor, te dá a oportunidade de se reconciliar com Ele sendo livre da condenação que pesava sobre cada um de nós.


E é tão simples: basta reconhecer que somos pecadores, nos arrepender disso, e entregar as nossas vidas ao senhorio de Jesus.


Uma ótima semana a todos na Graça e no Amor do Eterno.


#pecado #perdao #sacrificio #salvacao #Jesus #Deus #planoDivino


segunda-feira, 27 de novembro de 2023

O SANGUE QUE LIBERTA



Uma amiga minha, me perguntou sobre a questão dos sacrifícios de animais ordenado por Deus na Antiga Aliança e os rituais que envolvem esta prática. De acordo com ela, tratava-se de um assunto que nunca ficava claro em sua mente e as explicações que havia obtido, até então, não eram satisfatórias. Ele me pediu se eu poderia dar uma luz sobre o tema.

Disse a ela que na verdade eu não possuía uma explicação mas que iria orar e meditar sobre a questão. Foi o que eu fiz e depois de algum tempo lhe enviei o meu parecer que, ao que tudo indica, a deixou satisfeita. Por isso resolvi compartilhar aqui, na nossa meditação semanal.


Antes de prosseguir, quero deixar bem claro que não se trata de um estudo baseado em outros estudos, mas de um entendimento pessoal, não teológico e não acadêmico. Não estou afirmando que é dessa forma, mas apenas compartilhando o resultado da minha observação do tema. Dito isto vamos em frente.


Para entendermos a visão que eu tive, precisamos voltar ao início, lá no jardim do Éden, conforme descrito no livro do Gênesis. De acordo com a Escritura, Deus criou todas as coisas, e ao final, formou o Homem (e obviamente a Mulher) como o ápice da sua obra.

O ser humano foi formado a partir do pó da terra ou do barro, enfim, de matéria física. Em seguida Deus colocou neste novo ser um espírito que lhe deu vida.


Deus também concedeu ao novo ser, algo que não havia concedido nem aos anjos. O livre-arbítrio, formando este novo ser à sua imagem e semelhança. Não vamos entrar nesses aspectos, pois não é o foco desta meditação.


Mas o Eterno estipulou uma única regra para que o ser humano vivesse eternamente em uma existência pacífica, próspera e paradisíaca. Esta regra era: não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, que estava no meio do jardim e ainda avisou que no dia em que isso ocorresse o ser humano morreria.


Não vamos entrar nos méritos sobre a onisciência de Deus. É evidente que Deus sabia que o ser humano seria tentado e que iria cair, disso não tenho nenhuma dúvida. Mas Deus já tinha uma carta na manga, se me permitem a comparação.


Satanás, a antiga serpente, não perdeu tempo. Ali estava a oportunidade de destruir aquela nova criatura e ser ele e tão somente ele o principal deste mundo. Usando de toda a sua astúcia convenceu o casal a desobedecer a ordem de Deus levando-os a experimentar o fruto.


Neste ponto, quero fazer uma observação. O pecado cometido não foi o de comer o fruto ou de desobedecer a ordem divina, mas o de não crer no que Deus havia falado e dar crédito à mentira de Satanás. Jesus deixa isto muito claro ao afirmar que: “quem crer, será salvo”.


Imaginem a ansiedade de Satanás aguardando a morte do casal e consequentemente o fim da humanidade. Mas Deus movido pela sua soberana misericórdia e infinito amor, decretou a morte dos seres humanos, mas não da forma como Satanás pensava que seria.

Por outro lado, Deus não esqueceu que o pecado do homem exigia derramamento de sangue e ele providenciou isto através de si mesmo, na figura do Filho. Pois assim como o pecado entrou na humanidade através de um homem puro e sem pecado, deveria sair através de um homem puro e igualmente sem pecados.


Mas durante o intervalo até a vinda de Jesus para ser sacrificado, a humanidade seguiu cometendo pecados cada vez piores sob a influência de Satanás que passou a conduzir o sistema que governa este mundo. Para cobrir os pecados do seu povo, que Ele mesmo escolheu, Deus estabeleceu os sacrifícios de animais para que o sangue exigido pelos pecados continuasse sendo derramado até que o Sacrifício Único e Perfeito fosse levado a cabo pelo nosso Mestre, na cruz do Calvário. 


Com isso o Criador, pela sua justiça, manteve o seu Decreto, pois o homem realmente passou a viver cada vez menos tempo e a morrer, o sangue  pelo pecado continuou sendo derramado e pelo seu infinito amor deu a oportunidade da humanidade escapar da condenação ao entregar sua vida ao senhorio de Jesus Cristo saindo do domínio de Satanás.


Como eu disse. Esta é uma visão pessoal sem nenhuma pretensão teológica ou doutrinária mas que satisfaz meu raciocínio lógico.


Tenham todos uma excelente semana na certeza de que todos os decretos do Altíssimo são perfeitos.